Prezados, o tema que inicia no fórum de debates diz respeito a violência escolar. O que vc pensa da atual situação vivida pelas escolas?quais são as causas? consequências? propostas para a minimização do problema?

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Respostas a este tópico

Boa Tarde:
Com o MP. e vários voluntários e entidades da sociedade civil organizada, participamos das visitas as unidades de saúde e escolares, vamos ficar por enquanto com o assunto em questão Violência Escolar. Vimos e temos a comprovação fotográfica que a Escola que Temos não é a sonhada por grande parte dos cidadãos bem intencionados de nosso Município, os Gestores Públicos sempre apresentam a mesma desculpa “Os recursos são Escassos”; participei de 25 a 27 de setembro do 1º Seminário Nacional de Controle Social em Brasília que foi realizado pela Controladoria Geral da União – CGU. e ao ser abordado entre outros Temas “Educação e suas implicações foi dada ênfase a Criação de Observatórios Sociais, os mesmos ficam encarregados de Fiscalizar e Monitorar a aplicação dos Recursos Públicos geridos pelos Municípios em várias áreas, com isso teríamos uma melhor aplicação do dinheiro público e conseqüentemente uma MELHOR ESCOLA, aí então menos Violência. Atualmente estamos a realizar visitas, detectar falhas e solicitar a reparação das mesmas, mas aí fica a PERGUNTA: OS RECURSOS ESTÃO SENDO BEM GERIDOS?
Fica aqui minha recomendação, só poderemos ter certeza da correta aplicação destes recursos após uma efetiva fiscalização da Sociedade Civil Organizada isenta de política partidária, recursos humanos temos (Funcionários Públicos aposentados das Secretárias da Fazenda Federal e Estadual, do INSS, do Banco do Brasil e de empresas, Professores Universitários e etc.) suporte a própria CGU e ONGs (SER – Sociedade Eticamente Responsável, AMARRIBO – Amigos Associados de Ribeirão Bonito, Instituto da Cidadania Fiscal e outros). Os exemplos apresentados nas palestras comprovam a eficácia deste modelo, com a economia de recursos outras áreas da educação serão melhoradas, viabilizando assim as ações de redução ou eliminação da violência escolar, segue abaixo um exemplo; MARINGÁ:
J Noticias ACIM

OBSERVATÓRIO SOCIAL APRESENTA SEUS RESULTADOS
Em reunião no Auditório Ângelo Planas, na sede da ACIM, o Observatório Social de Maringá apresenta hoje (28) às 18H30, os resultados de suas ações na Prefeitura e na Câmara Municipal de Maringá.

Será o presidente da ONG, Ariovaldo Costa Paulo, quem fará a apresentação dos dados da entidade referentes ao primeiro semestre deste ano.

Estarão presentes autoridades e lideranças políticas e empresariais da cidade. A reunião é aberta para todos que tiverem interesse em saber mais sobre as ações do Observatório Social, braço da Sociedade Eticamente Responsável (SER) que atua na busca da transparência na administração dos recursos públicos da cidade.


Fonte: Assessoria de Imprensa ACIM <"
Saudações,
Jurandir R. Nascimento.04/10/09.
É isso Sr. Jurandir, estamos caminhando para integrar a sociedade e efetivar o controle social. Sou adepto do pensamento que informa que muitos conflitos existentes na escola podem origem no próprio espaço escolar que reune pessoas de diferentes modos de vida, de pensamento, condição social e interesses diversos... Creio que se a escola tornar-se um local atrativo os alunos terão mais gosto em aprender e respeitar o espaço escolar, os seus mestres e a sociedade.... Tudo isso não tira a responsabilidade da família e do Poder Publico para diminuição da tensão no ambiente escolar...




Jurandir Rodrigues do Nascimento disse:
Boa Tarde:
Com o MP. e vários voluntários e entidades da sociedade civil organizada, participamos das visitas as unidades de saúde e escolares, vamos ficar por enquanto com o assunto em questão Violência Escolar. Vimos e temos a comprovação fotográfica que a Escola que Temos não é a sonhada por grande parte dos cidadãos bem intencionados de nosso Município, os Gestores Públicos sempre apresentam a mesma desculpa “Os recursos são Escassos”; participei de 25 a 27 de setembro do 1º Seminário Nacional de Controle Social em Brasília que foi realizado pela Controladoria Geral da União – CGU. e ao ser abordado entre outros Temas “Educação e suas implicações foi dada ênfase a Criação de Observatórios Sociais, os mesmos ficam encarregados de Fiscalizar e Monitorar a aplicação dos Recursos Públicos geridos pelos Municípios em várias áreas, com isso teríamos uma melhor aplicação do dinheiro público e conseqüentemente uma MELHOR ESCOLA, aí então menos Violência. Atualmente estamos a realizar visitas, detectar falhas e solicitar a reparação das mesmas, mas aí fica a PERGUNTA: OS RECURSOS ESTÃO SENDO BEM GERIDOS?
Fica aqui minha recomendação, só poderemos ter certeza da correta aplicação destes recursos após uma efetiva fiscalização da Sociedade Civil Organizada isenta de política partidária, recursos humanos temos (Funcionários Públicos aposentados das Secretárias da Fazenda Federal e Estadual, do INSS, do Banco do Brasil e de empresas, Professores Universitários e etc.) suporte a própria CGU e ONGs (SER – Sociedade Eticamente Responsável, AMARRIBO – Amigos Associados de Ribeirão Bonito, Instituto da Cidadania Fiscal e outros). Os exemplos apresentados nas palestras comprovam a eficácia deste modelo, com a economia de recursos outras áreas da educação serão melhoradas, viabilizando assim as ações de redução ou eliminação da violência escolar, segue abaixo um exemplo; MARINGÁ:
J Noticias ACIM

OBSERVATÓRIO SOCIAL APRESENTA SEUS RESULTADOS
Em reunião no Auditório Ângelo Planas, na sede da ACIM, o Observatório Social de Maringá apresenta hoje (28) às 18H30, os resultados de suas ações na Prefeitura e na Câmara Municipal de Maringá.

Será o presidente da ONG, Ariovaldo Costa Paulo, quem fará a apresentação dos dados da entidade referentes ao primeiro semestre deste ano.

Estarão presentes autoridades e lideranças políticas e empresariais da cidade. A reunião é aberta para todos que tiverem interesse em saber mais sobre as ações do Observatório Social, braço da Sociedade Eticamente Responsável (SER) que atua na busca da transparência na administração dos recursos públicos da cidade.


Fonte: Assessoria de Imprensa ACIM <"
Saudações,
Jurandir R. Nascimento.04/10/09.
Que tema importante para ser discutido no Fórum, Dr.Clodoaldo!
Ter todos os dias, um milhão de crianças que sofrem algum tipo de violência nas escolas, em todo o mundo, é um absurdo. A ONG Plan com base em estudos em 66 países, incluindo o Brasil, fez esse levantamento, o que motivou o lançamento da campanha Aprender Sem Medo, com a intenção de erradicar das escolas a violência sexual, castigos físicos e o bullying - agressões entre alunos.
Muitos alunos sofrem vários tipos de violência mascarada de "brincadeira". Apelidos que perseguem, intimidam e humilham, como "baleia", "quatro olhos", "dumbo", além das risadas e empurrões.
Estudos recentes revelam que esse comportamento, o bullying, pode acarretar sérias conseqüências ao desenvolvimento psíquico dos alunos.. Segundo Aramis Lopes, “para os alvos de bullying, as conseqüências podem ser depressão, angústia, baixa auto-estima, estresse, absentismo ou evasão escolar, atitudes de autoflagelação e suicídio, enquanto os autores dessa prática podem adotar comportamentos de risco, atitudes delinqüentes ou criminosas e acabar tornando-se adultos violentos”.
Esta discussão foi ampliada após a novelista Glória Perez abordar o problema em horário nobre, incluindo o ciberbulying, com a participaçõ da Dra. Ana Beatriz.

Soluções? Creio que a família pode começar orientando seus filhos a não fazerem "brincadeiras sem graça"...

Olá, Régia! Que discussão maravilhosa, não é?

Gostei muito do seu texto, principalmente quando diz que a família pode começar a luta contra a violência escolar "orientando seus filhos a não fazerem brincadeiras sem graça”. Porém, não podemos perder de vista que manter crianças e adolescentes em escolas públicas com estruturas precárias, sem merenda escolar, sem materiais didáticos adequados e sem profissionais qualificados, também é um ato de violência que precisa ser combatido.

Então, como combater a violência escolar?

Creio que as discussões com pais e comunidades escolares em relação ao que vem a ser a escola pública, o que é o direito a "acesso" e “permanência” nessa escola, bem como o convívio com as diferenças, talvez auxiliem no combate à violência. Se os indivíduos (pais e alunos) entenderem bem sobre seus direitos e deveres na escola será um grande passo.

Não adianta manter o discurso que “os pais de alunos de escolas públicas são leigos e sem cultura”, pois esse é um posicionamento elitista que só contribui para o fracasso da educação em nosso país. Parafraseando o linguísta Maurízio Gnerre, excluir os pais a partir do próprio código linguístico que rege as Leis do seu país é mais uma estratégia de exclusão social.

 

Vamos continuar as discussões!

Abraços!

Obrigado Régia pela sua contribuição. Eis o momento da sociedade encarar de frente a questão da violência e buscar soluções que envolvam todas as insituições,inclusive a própria a escola que em algumas situações, por seus problemas internos na estrutura, na falta de aulas regulares, na alimentação escolar deficiente, colabora com a violência que atinge os alunos e professores...

Régia Valléria Franca Rodrigues disse:
Que tema importante para ser discutido no Fórum, Dr.Clodoaldo!
Ter todos os dias, um milhão de crianças que sofrem algum tipo de violência nas escolas, em todo o mundo, é um absurdo. A ONG Plan com base em estudos em 66 países, incluindo o Brasil, fez esse levantamento, o que motivou o lançamento da campanha Aprender Sem Medo, com a intenção de erradicar das escolas a violência sexual, castigos físicos e o bullying - agressões entre alunos.
Muitos alunos sofrem vários tipos de violência mascarada de "brincadeira". Apelidos que perseguem, intimidam e humilham, como "baleia", "quatro olhos", "dumbo", além das risadas e empurrões.
Estudos recentes revelam que esse comportamento, o bullying, pode acarretar sérias conseqüências ao desenvolvimento psíquico dos alunos.. Segundo Aramis Lopes, “para os alvos de bullying, as conseqüências podem ser depressão, angústia, baixa auto-estima, estresse, absentismo ou evasão escolar, atitudes de autoflagelação e suicídio, enquanto os autores dessa prática podem adotar comportamentos de risco, atitudes delinqüentes ou criminosas e acabar tornando-se adultos violentos”.
Esta discussão foi ampliada após a novelista Glória Perez abordar o problema em horário nobre, incluindo o ciberbulying, com a participaçõ da Dra. Ana Beatriz.

Soluções? Creio que a família pode começar orientando seus filhos a não fazerem "brincadeiras sem graça"...
É verdade, afinal, nenhum tipo de violência deve ser tolerada, não é?
Creio que ainda não me dei conta da dimensão de tudo isso. Hoje, dia das crianças, estava lembrando dos bons ensinamentos dos meus pais... Um deles era o respeito pelas pessoas, adultos e crianças. E cresci sem me permitir vaiar, zombar, discriminar...
A estrutura da escola, o salário do professor, a merenda escolar, a comunidade também sem estrutura, sem um ginásio de esportes... Tudo isso influencia... Tem que existir um diálogo permanente: família+escola+professores+instituições+comunidade.
[]s
A violência escolar é um tema que tem sido motivo de muita reflexão no interior das escolas.
Não sabemos o que fazer com esse problema.
Acredito que muitos são os fatores causadores da violência na escola:

Os fatores sociais - Os alunos oriundos das classes populares, carentes de quase tudo que uma sociedade capitalista oferece, se sentem excluídos e por isso a violência.
Residem em locais de risco onde reina a violência e a falta de atividades recreativas, próprias para jovens e adolescentes.

Desestrutura familiar - Boa parte de nossos alunos (cerca de 40% - última pesquisa que realizei na escola que trabalho) não tem família nucleada (pai, mãe, irmãos..). A maioria é criada por avós, mães, tios e vizinhos. Muitos dos pais ou foram mortos, ou são fugitivos ou simplesmente abandonaram a família.
Mesmo quando esse jovem é criado pela mãe, passa muito tempo sozinho ou na rua, pois a maioria das mães trabalham fora e só chegam à noite.

Falta de um trabalho efetivo da escola - Percebo que na maioria das vezes a violência poderia ser evitada apenas com a orientação do professor em sala de aula. Infelizmente alguns colegas não se importam o suficiente para interferir nas situações de conflito em sala de aula, então em momento oportuno, os alunos se agridem e se tornam violêntos.

Falta de política pública para jovens e adolescentes - Penso que os governos poderiam criar espaços recreativos e esportivos nos bairros periféricos com o objetivo de mostrar caminhos possíveis para esses jovens.
Viveva, muito lúcidas e embasadas as suas colocações... Seria bom se pudessemos transformar a sua pesquisa em material acadêmico ...uma pesquisa com apoio da FTC ou da UNIME, dos cursos de psicologia, serviço social e direito para trabalharmos essa questão nos seus múltiplos aspectos. Um artigo científico quem sabe.Importante nesse contexto é perceber o seu compromisso e a sua preocupação com os destinos desses jovens que buscam na escola um caminho para enfrentar e superar suas dificuldades pessoas e sociais...Parabéns.

Viveca S. Hamati Gonçalves disse:
A violência escolar é um tema que tem sido motivo de muita reflexão no interior das escolas.
Não sabemos o que fazer com esse problema.
Acredito que muitos são os fatores causadores da violência na escola:

Os fatores sociais - Os alunos oriundos das classes populares, carentes de quase tudo que uma sociedade capitalista oferece, se sentem excluídos e por isso a violência.
Residem em locais de risco onde reina a violência e a falta de atividades recreativas, próprias para jovens e adolescentes.

Desestrutura familiar - Boa parte de nossos alunos (cerca de 40% - última pesquisa que realizei na escola que trabalho) não tem família nucleada (pai, mãe, irmãos..). A maioria é criada por avós, mães, tios e vizinhos. Muitos dos pais ou foram mortos, ou são fugitivos ou simplesmente abandonaram a família.
Mesmo quando esse jovem é criado pela mãe, passa muito tempo sozinho ou na rua, pois a maioria das mães trabalham fora e só chegam à noite.

Falta de um trabalho efetivo da escola - Percebo que na maioria das vezes a violência poderia ser evitada apenas com a orientação do professor em sala de aula. Infelizmente alguns colegas não se importam o suficiente para interferir nas situações de conflito em sala de aula, então em momento oportuno, os alunos se agridem e se tornam violêntos.

Falta de política pública para jovens e adolescentes - Penso que os governos poderiam criar espaços recreativos e esportivos nos bairros periféricos com o objetivo de mostrar caminhos possíveis para esses jovens.
A vilência escolar é reflexo da violência que os jovens absorvem , seja na sua vida familiar ,influência negativa da mídia ou mesmo oriunda da propria escola , visto que algumas vezes o assédio moral vem de professores,diretores funcionários e colegas.
Acredito que todas instituições de ensino deverão traçar no seu planejamento ações contínuas que visem a discussão ampla sobre o assunto , poís atuando de forma preventiva contra a violência , iremos amenizar os índices alarmantes de ameaças entre alunos e depredação do patrimônio escolar.
Tema extremamente importante, hoje. Parabenizo o MP pela iniciativa de sempre está perto. A Sociedade estará mais segura.
Quanto às causas da violência escolar, a psicóloga e jornalista Henar L. Senovilla, afirma que:
podem residir nos modelos educativos a que são expostas as crianças, na ausência de valores, de limites, de regras de convivência; em receber punição ou castigo através de violência ou intimidação e a aprender a resolver os problemas e as dificuldades com a violência. Quando uma criança está exposta constantemente a essas situações, acaba registrando automaticamente tudo em sua memória, passando a exteriorizá-las quando encontra oportunidade. Para a criança que pratica o bullying, a violencia é apenas um instrumento de intimidação. Para ele, sua atuação é correta e portanto, não se auto-condena, o que não quer dizer que não sofra por isso.

Obrigado Silvia pela participação na nossa discussão. Tenho batido nesse ponto. Os institucionalistas querem mudar a educação de cima para baixo sem observar as necessidades do aluno. Paulo Freire numa entrevista há mais de 30 anos já comentava a impossiblidade de uma educação de qualidade com a escola abandonada, com o vento frio cortando os corpos dos alunos ou com goteiras..Infelizmente muita gente ligada à educação desconhece que a escola já traz consigo uma certa tensão porque lá as pessoas são obrigadas a conviver com as suas diferenças, com seus problemas, num espaço pequeno e de forma contínua durante um longo período. Quando somamos essa tensão o descaso material e espiritual, o abandono, a rejeição dos alunos, a falta de perpectiva de sucesso escolar, de verdadeira aprendizagem, criamos o ambiente propício para a eclosão da violência em todos os sentidos, numa verdadeira guerra de todos contra todos, patrocinada pelo Estado que não respeita a dignidade dos alunos, professores e servidores.

Estou realmente cansado de ver que os atores da escola e a sociedade acabam culpando o própria vítima (aluno)pelo seu fracasso.,desmotivando-o e encaminhando-o para a violência.]

 

Sílvia e demais membros,

O filme que socializo como vocês apresenta o pensamento de um aluno sobre a violência simbólica no interior da escola.

Boa análise!

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