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Violência Doméstica e Abuso Sexual contra Crianças e Adolescentes

Informação

Violência Doméstica e Abuso Sexual contra Crianças e Adolescentes

Destinado a profissionais envolvidos ou pessoas interessadas no tema, afim de obter maiores informações, trocas de experiências e reflexões.

Local: São José dos Campos
Membros: 14
Última atividade: 20 Jul, 2013

Pesquisa: Maioria de vítimas de abuso sexual vira agressor

Grande parte dos meninos que sofrem abuso sexual apresenta transtornos de gênero. A conclusão é de uma pesquisa realizada pelo Núcleo Forense do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. De acordo com a psicóloga Mery Oliveira, responsável pelo trabalho, esse tipo de violência impacta de maneira distinta, vítimas do sexo feminino e masculino.
- Na hora da experiência abusiva, os meninos foram usados, digamos assim, de forma que não é pertencente ao masculino. Por exemplo, a menina não tem que pensar se ela é menina, mesmo depois do abuso. Já o menino questiona: "Sou homem mesmo?"
Mas Mery destaca que a "diferença fundamental é que meninas não tendem a se tornar abusadoras", ao contrário do que ocorre com os garotos. Ela acrescenta que, apesar de não ser regra, são frequentes os casos em que meninos molestados invertem o papel na adolescência e na fase adulta.
Para se ter uma ideia, dos 26 entrevistados (foram ouvidos adolescentes entre 16 e 18 anos), 12 admitiram já ter abusado sexualmente de crianças.
- Esse risco que minha pesquisa mostra, de o menino trocar o papel de vítima pelo de agressor é, na verdade, uma perpetuação da violência. Um ciclo que não se rompe a não ser com prevenção, tratamento de agressores. Não adianta prender. Se você não trata o agressor, ele vai para o presídio, onde não tem criança. Ele vai ficar legal. Mas, quando retorna para a sociedade e tem o estímulo da criança, a coisa complica. Se não for tratado, volta a agir - enfatiza Mery.
Outra conclusão importante do trabalho foi que os jovens apresentaram um significativo déficit de memória, o que, conforme a psicóloga, pode levar a uma dificuldade na hora de fazer a leitura da realidade.
- A situação de estresse que o abuso provoca produz um estado de alerta permanente. A criança nunca relaxa. Temos no sistema límbico um órgão chamado amígdala, que é responsável por situações de medo, de perigo. Então, vai haver uma sobrecarga desse órgão e isso traz distúrbios. O hipocampo faz parte desse sistema e ele terá mais morte neural, ou seja, mais neurônios vão morrer por causa do estresse. Isso pode modificar a arquitetura neural.

Confira a entrevista: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4744599-EI6582,00-Pesquisa+Maioria+de+vitimas+de+abuso+sexual+vira+agressor.html

Fórum de discussão

Violência Psicológica e suas consequências

Iniciado por Angélica Portugal. Última resposta de Ana Caroline Moura Cabral 28 Mar, 2011. 2 Respostas

 Entre os vários tipos de violência doméstica, quero chamar atenção para violência psicológica e as suas consequências para a vitíma e os membros de sua familia. Uma conquista e ferramenta importante…Continuar

STF declara constitucionalidade do artigo 41 da Lei Maria da Penha

Iniciado por Clodoaldo Silva da Anunciação 24 Mar, 2011. 0 Respostas

 Por unanimidade, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou, nesta quinta-feira (24), a constitucionalidade do artigo 41 da Lei 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), que afastou a aplicação…Continuar

Tags: 1130/2006, Juizado, Violência, Mulher, Lei

Notificar violência doméstica e sexual passa a ser obrigatório em estabelecimentos de saúde e de educação

Iniciado por Angélica Portugal. Última resposta de Régia Valléria Franca Rodrigues 25 Fev, 2011. 1 Resposta

A partir desta quarta-feira, os profissionais de saúde e de estabelecimentos públicos de ensino estão obrigados a notificar as secretarias municipais ou estaduais de Saúde sobre qualquer caso de…Continuar

Tags: Notificação, obirgatória, Saúde, doméstica, violência

Anjos do Sol

Iniciado por Claudia Silva Nunes. Última resposta de Clodoaldo Silva da Anunciação 22 Fev, 2011. 6 Respostas

 SinopseO filme Anjos do Sol relata uma faceta da prostituição infantil e juvenil das meninas nordestinas. Após serem vendidas pelas famílias acabam em prostíbulos na floresta amazônica, expostas a…Continuar

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Comentário de Andréa Poli Maldonado Campoy em 19 abril 2013 às 21:14
Cara Marilize, trabalho no Programa Aquarela que atende crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica, abuso e exploração sexual, bem como seus familiares. Esse Programa é de São José dos Campos - SP. Sei bem o que você está sentindo e é um sentimento muito desconfortável. Posso te afirmar que nos 9 anos que trabalho neste Programa, somente 4 ofensões foram presos e depois de muito empenho dos profissionais e valentia das pessoas envolvidas. Infelizmente nossa justiça é morosa e na Vara Criminal onde ocorre o processo, dificilmente os profissionais entendem o estrago feito principalmente na vida da driança. A Vara da Infância não tem parceria nenhuma com a criminal pra interceder pelo bem estar da criança ou adolescente. Pelo menos aqui em SP conseguimos fazer valer o depoimento sem dano pra nossas crianças, o que as faz sentirem-se mais seguras ao contarem toda a verdade. Só rezo pra que você e seu filho tenham forças pra continuar lutando por justiça. Que Deus te abençoe.
Comentário de Marilize Keyko Kiono Siqueira Ba em 19 abril 2013 às 20:58

Durante muito tempo permaneci estarrecida e "engessada" com todos os horrores praticados pelo meu ex companheiro. Não só a violência doméstica contra mim mas o estupro de vulnerável. A Notícia Criminis já foi dada há um ano e o monstro continua em Conde - Ba, na praia, curtindo. Meu filho vai ao Projeto viver, eu vou ao Loreta Valadares mas não somos as mesmas pessoas, morremos um pouco a cada dia, é duro ver uma infância interrompida e meu filho sem motivação para estudar,levar uma vida saudável. Já perdi as esperanças de que a punição venha a acontecer algum dia e já há algum tempo que venho buscando ajuda mas enquanto isso não acontece, meu filho e eu vivemos com medo enquanto o outro está solto procurando novas presas...realidade dura essa nossa...

Comentário de Andréa Poli Maldonado Campoy em 24 novembro 2012 às 19:52

Foi com grata satisfação que participei do III Seminário Integrador, onde pude falar sobre o Programa Aquarela - atendimento às crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica em São José dos Campos, sobre os tipos de violência, as consequências negativas nas vidas das vítimas e também esclarecer algumas dúvidas.

Estive ausente por um tempo deste grupo, mas agora volto com toda a disponibilidade para compartilhar com vocês, novas experiências, esclarecimento de dúvidas e sugestões de materiais.

Um abraço à todos

Comentário de Angélica Portugal em 9 fevereiro 2012 às 21:29

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram, por unanimidade, confirmar a validade da Lei Maria da Penha, símbolo da luta contra a violência doméstica. Os ministros entenderam que a lei não fere o princípio constitucional de igualdade, e sim o contrário, já que busca proteger as mulheres para garantir uma cultura de igualdade efetiva, sem violência e sem preconceitos.

O voto mais marcante foi o da ministra Cármen Lúcia, a mais antiga mulher da composição atual do STF. Fazendo paralelo com sua própria experiência, a ministra disse que ainda hoje sofre preconceito por ser uma das ministras do Supremo – a outra é a recém-empossada Rosa Weber. “Acham que juízas desse tribunal não sofrem preconceito, mas sofrem. Há gente que acha que isso aqui não é lugar de mulher”.Por Débora Zampier, da Agência Brasil | Yahoo! Notícias.

Comentário de Angélica Portugal em 19 maio 2011 às 15:07
‎18 de maio em Camacan foi bom demais, houve a caminha pelo Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infantil com a participação da rede intersetorial e dos poderes Legislativo e Executivo! Parabéns a todos pela participação e avante para ações concretas para esse combate. Obrigada a todos pela participação! 2011 tem mais! Psicóloga do CREAS - Camacan
Comentário de Karina Gomes Cherubini em 26 fevereiro 2011 às 4:20

Um quinto dos casos de violência contra adolescentes no Brasil ocorre em instituições públicas, diz Unicef.

Saiba mais: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/02/25/um-quinto-dos-casos...

Comentário de Clodoaldo Silva da Anunciação em 25 fevereiro 2011 às 19:03

Para c ontribuir no debate.

Justiça no RS aplica Lei Maria da Penha a relação entre dois homens

Ex-companheiro está impedido de chegar a menos de cem metros da vítima.
Para juiz, lei protege pessoas que podem ser vítimas de violência doméstica.

Um homem que dizia ser ameaçado pelo companheiro foi beneficiado pela Lei Maria da Penha. O juiz da Comarca de Rio Pardo (RS), Aguiar Pacheco, concedeu medida protetiva em que determinou que o ex-companheiro está impedido de se aproximar a menos de cem metros da vítima. A decisão foi tomada na quarta-feira (23).

De acordo com o Tribunal de Justiça, apesar de a Lei Maria da Penha ter o objetivo de proteger mulheres, o juiz acredita que qualquer pessoa em situação vulnerável pode ser vítima de violência doméstica.

Ainda segundo o Tribunal de Justiça, para tomar a decisão, o magistrado considerou que todos são iguais, sem distinção de qualquer natureza, conforme a Constituição. Para ele, em situações iguais, as garantias legais valem para todos.

Como o autor da ação afirma se vítima de violência por causa de um relacionamento recém-terminado, ele tem direito à proteção do estado.

Comentário de Régia Valléria Franca Rodrigues em 24 fevereiro 2011 às 10:18

Video do programa Espaço Aberto (GNews) que comenta o texto postado por Cláudia. Certamente vai enriquecer o debate desse grupo.

Abraços!

Comentário de Clodoaldo Silva da Anunciação em 22 fevereiro 2011 às 13:01
Cláudia e Andréa, a prosa tá muito boa. Vi algum dia desses na TV reportagem sobre a insegurança e hesitação feminina também diante da realidade pós-moderna. Executivas americanas que lutaram por altos postos em empresas, com sacríficios pessoais, familiares e afetivos, estavam atordoadas com o vazio surgido após conquistar coisas semelhantes as dos homens, mas perder alguns espaços sociais, abrindo mão de alguns papéis importantes antes desempenhados por elas no seio familiar. Outro indício que precisamos refletir é que o movimento feminista  ultrapassou seus propósitos iniciais de igualdade e agora marcha para a superioridade com o argumento de que foram anos de jugo masculino e que hora de dar o troco.  Mudando um pouco o foco, trago a notícia de uma reportagem deste mês publicada na versão eletrônica do jornal Le Monde que aborda a questão da dependência amorosa, sob o título  "Vivre la dépendance amoreuse"  ou " Viver a dependência amorosa" tratando da questão denominada pelos americanos de  one-itis, onde o sufixo itis no português seria equivalente ao ite, de rinite, bronquite, etc.  A relação afetiva para algunas pessoas é como uma doença inflamatória que toma todo o seu corpo e num dado momento elas não sabem viver sem o outro.  Na reportagem vários especialistas respondem a questões relacionadas a relações mal terminadas onde as partes não suportam a perda do outro porque vivem sob intensa dependência emocional/amorosa. Alguns pessoas mesmo sofrendo, apanhando, sendo humilhadas não conseguem se desvencilhar do parceiro por longos períodos. Quando isso finalmente ocorre, a sensação de perda é tão brutal que elas perdem o equilíbrio emocional completamente. Nas mulheres o efeito é quase sempre uma forte depressão nos homens tende a descambar para violência física e até para o homicídio.  O texto está em francês mas vale a pena conferir: 
Comentário de Claudia Silva Nunes em 22 fevereiro 2011 às 8:55

Clodoaldo,

A impressão que tenho é que estamos vivendo um “femicídio”, a cada dia ligamos a TV ou abrimos um jornal lemos alguma notícia sobre violência contra a mulher. Esta violência estar retratando um conflito entre os papéis de homem e mulher em nossos dias, pois conforme nos diz o psiquiatra paulistano Luiz Cuschnir (2000) “os homens se tornaram o sexo frágil. São eles que estão à beira de um ataque de nervos, atordoados com a revoada feminista, infelizes e vulneráveis.”

A causa dessa fragilidade não pode ser atribuída só à independência intelectual, financeira, profissional e afetiva das mulheres, mas a sociedade que determina papéis diferentes para os sexos. Segundo Cuschhnir, “na verdade, a crise do homem vem de uma profunda transformação no papel masculino diante do novo papel feminino. O homem sente-se absolutamente desconfortável com tanta transformação em sua vida familiar e afetiva. Numa família classe média, ele ainda não aceita tomar conta da cozinha, limpar o banheiro e organizar a compra do supermercado. A área em que o homem está evoluindo com mais sucesso é a relação com a paternidade.”

Relacionando o mal-estar do homem, o novo papel feminino e a sociedade brasileira machista, o que podemos concluir é que existe um movimento em defesa do masculino a partir da construção de uma identidade feminina inferiorizada, objeto sexual, burra, porém popusuda/cachorra.  Portanto, essa mulher cantada pelos cantores de Axé e Funk e dançada pelas mulheres adultas e jovens, principalmente as crianças, é uma construção social que busca atender aos interesses e objetivos do grupo que detém o poder, o homem.

Mais uma provocação

A história e os fatos sempre foram analisados e divulgados pelos homens, mas dessa vez são mulheres contando a história que fazem e que são vítimas.

Essa prosa vai render...

Abraços

 

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