As ásperas palavras que soam todos os dias pelos alto-falantes e bocas dos muitos que nos cercam no cotidiano, insistem em mergulhar-nos no seu universo insípido de mediocridades, nos tratam como objetos, tentam nos acovardar do amor à liberdade, nos viciar nos lances fáceis, corromper com suas regras, para manter a ordem sobre seu controle, todos perdidos no breu da sede do poder. Controlar vidas para manter o engano dos desencontros que sua falsa civilização levou a compor uma vida sem luz, carente e tropeço num eterno medo da liberdade, covardes e famintas, tão, próximas e distantes de um amor mais justo, que possa os redimir, libertando os desejos mais puros, guardados a tanto por uma história de cárcere e flagelo, de desrespeito aos corações dos libertos, prisioneiros da barbárie da estupidez insensível e mesquinha da torpe e tosca sociedade com seus vícios indecentes, ladeados e protegidos pela hipocrisia da “moral e bons costumes” que fere a criatividade dos que desejam encontrar novos caminhos para vislumbrar o mundo com todas suas cores e possibilidades de existência, dançar com as nuvens, viver a poesia em todas nossas horas. Somos belos porque interagimos com a beleza do mundo que amanhece, anoitece, acontece até nossa partida definitiva para o desconhecido que nos afastará definitivamente da arte de viver em nossos corpos e nada mais irá nos tocar, nem poderemos mais saber da alegria de viver com intensidade em tudo que sentimos, reproduzindo os sons em músicas, a luz em cores, o perfume que invade os sentidos ficará guardado nos sonhos, os gestos que simulam dança, darão ritmo realinhando nossos corpos que festejarão ardentes a curta existência de tudo isso aqui, que tantos desperdiçam a semente da liberdade, para recriar um mundo tão pobre e aprisionado em regras cheias de explicações que nada dizem sobre a liberdade que deveria nos guiar nas correntezas indomáveis do amor pela vida, para viver a luz de novos caminhos e nos iluminar no clarão dos olhos que vibram a glória, a realização em nossas mentes e corpos alimentados de todas boas vibrações emanadas pelo amor

 

 

que está em toda parte, mas tão pouco percebido, visto só pelos libertos que amam, porquê sabem estar de passagem e não tem tempo a perder para sentir a vida que vibra ao nosso redor.

O mundo gira e muda tudo de lugar o tempo todo, nossa história talvez nunca venha a ser contada, não importa o que possamos fazer, os vermes estarão ai para nos devorar.

Espero que esse dia possa brilhar diferente para você que não vê graça nos disfarçados que rondam-nos para tornar-nos iguais, perceba que há mais alem dos dias e noites vazias que nos mostraram e das lições que nos ensinaram para esquecer do gosto pela vida que tivemos quando a vimos pela primeira vez, e independentes, desejamos existir na grandeza reinante do mundo cheio de razões e caminhos com espaço para encontrarmos a glória. Há se eles pudessem entender que o que há em tudo há dentro de nós, vivemos mais um mundo criado do que o mundo nato, e que, em nosso tempo, deveríamos criar meios para reencontrar a paz e a verdade, para que nossas mentes tomem a luz da memória que criou as estrelas, reconhecendo a grandeza de Deus que é a razão do amor, para amar, ser amado e amando. Só os amantes alcançam o céu para recriá-lo no seu peito a grandeza do que nem conseguem explicar. Então jogue tudo para o alto e entre na órbita do amor perdendo-se dentro de si, como o cometa viaja no espaço sideral, num destino incerto, domado pelo fascínio sensual da sua existência incandescente, rompendo limites das gravidades dos mundos separados em suas solidões, orbitando a galáxia inteira aproximando mundos distantes, levando consigo a essência da razão do universo, rompendo a monotonia do espaço com sua cauda fulgurante, fazendo companhia aos inconversos da ordem estabelecida, que sumirão deixando poucos vestígios, para serem esquecidos pelos dias conformados que virão após esses, onde buscamos o sentido da liberdade com a intensidade do fogo que lampejam seu brilho nos olhos dos amantes.    

 

                                               Max do Carmo                  

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Comentário de Mayanna Ribeiro em 6 dezembro 2011 às 9:57

Parabéns, Max.

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