Terça da Poesia: Com licença poética (Adélia Prado)

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo.  Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

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Comentário de Régia Valléria Franca Rodrigues em 27 setembro 2011 às 23:52

É a beleza poética de Adélia Prado... Ela é suave, leve, atemporal e "desdobrável"!

Grande abraço!

Comentário de Clodoaldo Silva da Anunciação em 27 setembro 2011 às 16:41
Parabéns Régia pela escolha. Não é por menos que o público prestigiou a poesia pelo que se verifica do número expressivo de acessos.

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