TERÇA DA POESIA: Ternura (Vinicius de Moraes).

TERNURA

Vinicius de Moraes

Eu te peço perdão por te amar de repente

Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos

Das horas que passei à sombra dos teus gestos

Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos

Das noites que vivi acalentado

Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo

Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.

E posso te dizer que o grande afeto que te deixo

Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas

Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...

É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias

E só te pede que te repouses quieta, muito quieta

E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora.

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Comentário de Clodoaldo Silva da Anunciação em 17 janeiro 2012 às 15:53

Concordo. Maravilhoso.

Comentário de Régia Valléria Franca Rodrigues em 17 janeiro 2012 às 10:09

Lindo demais, Bruna!

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