Terça da Poesia: Verdade (Carlos Drummond de Andrade)

Verdade (Carlos Drummond de Andrade)

A porta da verdade estava aberta,
Mas só deixava passar
Meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
Porque a meia pessoa que entrava
Só trazia o perfil de meia verdade,
E a sua segunda metade
Voltava igualmente com meios perfis
E os meios perfis não coincidiam verdade...
Arrebentaram a porta.
Derrubaram a porta,
Chegaram ao lugar luminoso
Onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
Diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual
a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela
E carecia optar.
Cada um optou conforme
Seu capricho,
sua ilusão, 
sua miopia.

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Comentário de Bruna Gelis Fittipaldi em 18 outubro 2011 às 21:50
É um prazer me "perder" escolhendo uma poesia para postar..
Comentário de Mayanna Ribeiro em 18 outubro 2011 às 19:07
Bruna, vc sempre presente na coluna da terça. Muito bom.
Comentário de Clodoaldo Silva da Anunciação em 18 outubro 2011 às 16:37

Bruna, você é nossa sócia dessa coluna e sabia que daria a sua contribuição. Como sempre  um texto excelente.

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