Terça da Poesia - A paixão da paixão por Edimilson Santos Silva Movér

A PAIXÃO DA PAIXÃO

Não me apaixonei por ti...
Por ti, enlouqueci...

A negação...
Eu nunca me apaixonei por ti...
Quem sou eu!
Nunca me apaixonei por ti, nunca!
Simplesmente, me enlouqueci por ti...

A paixão...
Ó! Diáfana e dolorosa loucura
Que vive a atormentar meus últimos dias,
Eu não quero mais te ver, ó louca paixão...
Simplesmente, nunca quis...

A lembrança...
Dentro da minha lembrança
Só vejo a sombra daquele lindo rosto,
Se fazendo presente no meu pensamento
Dentro da obscura solidão em que mergulhei.

O sonho...
Nem sequer sonhei com o teu sonho,
Que era o meu único sonho,
Sonhei foi com a lembrança calcinada
Do meu desespero, já no seu último estertor.

A imagem...
Só vejo a tua inebriante imagem
Que não sai da minha mente,
Por mais que tente te esquecer
Não me esqueço por um só instante.

A esperança...
Minha única esperança é que:
Com o passar dos dias, das semanas,
Dos meses, dos anos, dos séculos...
Finalmente, a paixão se consumirá.

O tempo...
E nós dois, (eu e a paixão), desapareceremos,
Nós, e o nosso desditoso amor,
Dentro das brumas do impiedoso tempo,
Tempo que não me fará esquecer de ti...

O poeta...
Lembro-me do poeta que dizia:
“E viva eu cá na terra sempre triste”.
O mar de Goa levou meu amor,
Só salvei os meus poemas.

A solidão...
Nenhum veleiro veio em meu socorro,
Nadei até a praia, e o desespero me acolheu,
Passei a morar na casa da solidão...
Meu sofrimento aumentou de forma dolorosa.

O rosto...
A nuvem distante tinha o teu rosto,
A sombra no canto tinha o teu rosto,
A gaivota a voar distante trazia-me
Tua imagem de anjo, que possuís.

A voz...
Para meu desespero até o vento traz o teu perfume
A voz do vento martela meus ouvidos...
- “esqueça-a, ela não te quer mais”-,
Nem um piedoso anjo do céu vem me consolar...

A razão...
Aquela mesma (paixão da paixão)...
Que mata e machuca os corações de forma dolorida
Fez sua morada em mim
Destroçando o que restava da minha razão...

A casa...
O desespero tomou conta da minha alma,
Como se meu coração não fosse a casa do amor,
Mas sim, a casa do sofrimento,
Onde a dor da tua ausência mais se faz presente.

O incêndio...
Vagarosamente...
O tempo virá em meu socorro
E dissipará as cinzas daquele incêndio,
Que há tanto tempo consome minha alma.

O esquecer...
O tempo transformará e aliviará o meu sofrer,
Jamais te esqueci!
O tempo me ensinará a viver sem ti
Mas, dificilmente me ensinará a te esquecer...

O canto do Cisne...
Meu Ser ao te perder
Desligou-se completamente da realidade,
Vivendo como o cisne que perdeu sua alma gêmea,
Estando a espera da bendita hora, para iniciar o seu último canto.

Vitória da Conquista, 06 de fevereiro de 2011
Edimilson Santos Silva Movér

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